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Minas na Esportiva - Anna Flávia Nunes
Repórter e cool girl dos esportes ✨⚽️
O blog do MDT está a todo vapor 🚂… e é claro que não poderia faltar mais uma edição do nosso quadro maravilhoso, que é quase uma coluna jornalística, mas com aquele toque cool que a gente ama ✨
O Minas na Esportiva é um espaço dedicado ao destaque de mulheres incríveis que fazem parte do mundo esportivo. Seja nos bastidores, nas quadras, nas arquibancadas ou nos microfones, elas mostram que lugar de mulher é onde a gente quiser... inclusive na esportiva, sim!
Vem com a gente descobrir as nossas favoritas e entender por que ter minas na esportiva importa (e muito!).

De Frente com MDT — edição Minas na Esportiva
Estrelando essa edição da nossa série especial, nossa quinta convidada é Anna Flávia Nunes (@annafnunes_) - repórter do SportTV! (ai como o MDT está global, hein?)
Com um combo perfeito de carisma, criatividade de sobra e uma representatividade que a gente ama ver (e precisa!), a Anna Flávia vem deixando sua marca! E olha esse currículo: são mais de 15 anos de experiência no mundo da comunicação.
Ela já brilhou no jornal impresso, dominou o online e conquistou a TV, mas confessa que a sua verdadeira paixão, o que faz seu coração bater forte, é a adrenalina do "ao vivo"!
Com a equipe de Esportes da Globo, Anna já viveu muitos momentos marcantes e trabalhou na cobertura de grandes eventos como Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Liga das Nações de Vôlei, Rio Open e Mundial de Ginástica Rítmica.
No papo com o MDT, ela compartilhou detalhes sobre sua trajetória no jornalismo até se tornar repórter em filhais da Rede Globo pelo Brasil, sua vivência atual como jornalista esportiva e momentos marcantes de sua carreira. Confira mais detalhes desse bate-papo especial abaixo!
MDT: Hello, Anna! Conta um pouquinho da sua trajetória. Como você decidiu ser jornalista?
ANNA: Eu sempre quis ser jornalista e sempre quis trabalhar com televisão, isso aí é uma coisa que eu sempre soube desde muito pequenininha. Eu cresci assistindo Xuxa e aí enquanto todas as minhas amigas queriam ser Paquitas, eu queria estar com o microfone na mão pra apresentar o programa!
Então, desde muito pequenininha esse bichinho me mordeu de alguma forma e aí conforme eu fui ficando mais velha e quando foi chegando na hora de pensar em faculdade, pra mim foi tudo muito claro.
Eu lembro que meu pai me deu um computador e minha brincadeira no computador era abrir a página inicial do Yahoo - lá embaixo tinha as notícias da Reuters - e ficar lendo, olhando para o monitor como se o monitor fosse uma câmera e eu estivesse apresentando um jornal.
Eu nunca esqueço de quem tá do outro lado da câmera, eu olho para câmera mas lembro o tempo inteiro que tem alguém ali. Procuro humanizar tudo! Os números estão aí para todo mundo: narradores, comentaristas, etc. O meu papel ali é reportar aquilo que só eu vejo.
Leia também: Minas na Esportiva - Giulia Vanni
ANNA: Durante a faculdade eu tive algumas experiências. Fiz um pouquinho de jornalismo online, mas sempre tentando buscar o vídeo de alguma forma. Eu comecei como estagiária no Jornal Tempo, que é um dos maiores jornais impressos de Minas.
Depois, o Jornal Tempo abriu uma Web TV, aí eu dei um jeito de migrar para ir aprendendo um pouco. E em 2015 apareceu no meu e-mail um programa de treino da RPC, que é afiliado da Globo no Paraná, e eu resolvi tentar.
Passei e fiz trainee lá na RPC em Curitiba, e aí um ano depois recebi uma proposta para ser repórter da RPC lá em Cascavel, no Paraná - e ali sim eu posso dizer que foi a minha primeira experiência de verdade com televisão.
Ali eu me formei como repórter, trabalhei durante três anos fazendo jornalismo geral - o que a gente brinca que é o tiro, porrada e bomba!
MDT: E como você foi parar na área esportiva?
ANNA: Eu sempre tive o sonho de trabalhar na Globo, e estava numa afiliada, o que já era ótimo, mas eu ainda tinha esse sonho. Depois de seis anos lá em Cascavel, eu larguei tudo e voltei para Belo Horizonte.
E minha meta era ficar seis meses em BH, matando a saudade da minha família e mexendo os pauzinhos para ver o que ia acontecer. Até que eu recebi uma mensagem da Globo Rio, dizendo que tinham uma vaga como editora no SporTV!
Eu sempre acompanhei um esporte, e tenho uma ligação muito legal por causa do meu pai, que me levava ao estádio desde muito pequena. Sempre acompanhei, mas nunca me imaginei trabalhando porque é bem diferente, mas eu achei que poderia ser uma boa oportunidade!
ra uma vaga para um mês, como terceirizada, e assim eu entrei no esporte, profissionalmente. Trabalhei na edição, fiquei três meses e depois renovaram por mais três. Eu ainda tinha muito para aprender, e decidi tentar ver se ele me contratavam como editora.
Eles me chamaram para uma reunião e falaram: “Ana, a gente queria ficar com você na edição, mas a gente precisa fazer uns movimentos internos e não tem como. Porque a gente não quer te perder e sabemos que você é muito mais repórter do que editora! Você tem 14 anos de experiência na reportagem, e a gente está com uma vaga em reportagem e queria que você tentasse”.
E aí eu quase saí para trás! Foi muito legal, porque com a experiência que eu tenho, chegar a essa altura da minha vida e me redescobrir como profissional é maravilhoso! E eu lembro que depois que saí da minha primeira transmissão - era um jogo de base, molecada de 17 anos - percebi como foi muito legal a mudança e, ao mesmo tempo, muito desafiadora.
E ainda é: eu tenho várias questões para evoluir, porque a mudança de carreira para o esporte é uma coisa que não é só você gostar, é ter que trabalhar com isso e se adequar! E, como eu tenho muito mais experiência com jornalismo geral, tem muita coisa que eu preciso mudar a chave mesmo: o jeito de escrever, o jeito de pensar, ser muito mais criativa…
Mas foi assim que eu vim para o esporte, e estou nessa aventura há três anos. Estou amando, aprendendo muito, e feliz por ser mais uma mulher trilhando o caminho ali, para que outras venham!
Saiba mais: Minas na Esportiva - Julia Macori
MDT: Agora trabalhando, tem algum momento, uma transmissão, ou uma reportagem que te marcou?
ANNA: É engraçado porque eu acabei de chegar e tem algumas coisas que eu fiz que me marcaram de várias formas! O Mundial de Ginástica Rítmica que eu acabei de cobrir, me marcou muito. Primeiro porque foi a primeira medalha do Brasil em um Mundial de Rítmica, e que foi em casa, no Rio. Já de cara a duas pratas!
Então, já foi histórico por si só. Mas para mim, pessoalmente, porque eu vi aquela menininha lá atrás que assistia ginástica na televisão! Eu vi a Camila Ferezin - que é a técnica do Brasil - competir, e é muito legal você ter a oportunidade de entrevistar pessoas que você acompanhava lá atrás.
Não é sobre mim, a notícia está lá, mas é óbvio que no fim do dia a gente tem as nossas emoções e a nossa bagagem. E falando de alguma cobertura específica, um divisor de águas para a visibilidade dentro e fora da empresa, foi um jogo do Botafogo e Atlético Paranaense, em 2023, que ficou conhecido como o jogo do apagão!
Eu estava no jogo cobrindo o Atlético Paranaense, acabou a luz e a gente segurou uma hora de transmissão sem bola rolando. Foi muito importante para me fazer lembrar também que, por mais que eu não tenha tanta experiência no esporte, eu sou uma baita jornalista!
Eu tenho 14 anos de experiência, eu sei apurar muito bem, eu estou de olho na notícia, e isso importa muito, especialmente nessas horas. Ali eu tive a oportunidade de mostrar um lado que muita gente não conhecia, tanto que nesse dia saiu uma crítica positiva sobre mim, de um jornalista especializado em cobrir TV!
Isso me ajudou, também a lembrar que a gente se cobra tanto - eu me cobro muito, sendo mulher - mas que eu sei o que eu tenho que fazer.
Você sabe o tamanho do seu sonho, o tanto que você acha que vale a pena investir, correr atrás, esperar e batalhar, sabe? E é isso, é resistir mesmo! Porque uma hora, nem que seja um trinco de uma janela vai abrir e aí você entra com tudo.
Leia mais: Minas na Esportiva - Vanessa Crippa
MDT: Qual responsabilidade você sente sendo uma ponte entre o esporte e o público?
ANNA: Eu acho que a primeira responsabilidade, que é a que eu sempre trago desde que eu me formei jornalista, é a da informação, né? E eu nunca deixei de sentir o peso dessa responsabilidade, de que eu tô ali dando uma informação que as pessoas vão ouvir, e que se eu der uma informação errada, por mais que não seja intencional, talvez ela durma com aquela informação errada.
Eu sou ponte, eu levo uma informação pra quem tá me assistindo, e eu acho que esse é o primeiro ponto. Tendo esse cuidado, eu sempre lembro que é aquilo, né? Tem alguém me assistindo, e aí eu sempre fico pensando: O que essa pessoa quer depois de uma informação correta e bem apurada? Qual pergunta essa pessoa gostaria que eu fizesse pras meninas da equipe de ginástica do Brasil depois de uma apresentação?
Eu nunca esqueço de quem tá do outro lado da câmera, eu olho para câmera mas lembro o tempo inteiro que tem alguém ali. Procuro humanizar tudo! Os números estão aí para todo mundo: narradores, comentaristas, etc.
O meu papel ali é reportar aquilo que só eu vejo. No próprio Mundial tinha uma atleta, a Jojo, que não estava feliz com a performance dela. Ela estava chorando muito, e eu fiz a entrevista e no final eu falei: “Olha, gente, eu vou tomar liberdade aqui de fazer uma coisa que eu sei que todo mundo que tá em casa queria fazer! Jojo, vem cá, recebe um abraço do Brasil inteiro! A gente tá com você, não importa o que aconteça”.
MDT: Para encerrar, a pergunta clássica do Minas na Esportiva! Qual conselho você daria para uma menina que quer começar nesse mundo dos esportes e do jornalismo?
ANNA: Que é difícil, né, gente? Eu não sou de romantizar as coisas. É difícil para caramba, e querendo ou não, mesmo que não seja esporte, o mercado é difícil de entrar. É uma luta, não é à toa que eu batalhei 14 anos para conseguir entrar na empresa que eu queria!
Mas eu acho que nada resiste a muita dedicação, esforço, paciência e perseverança para aguentar o processo. Quando a gente quer muito uma coisa não existe receitinha, mas acho que o combo básico é um pouco desse! As coisas não vão acontecer no nosso tempo.
Na hora que a gente quer, do jeito que a gente quer - e eu sou a maior prova disso, mas nunca desisti. Eu acho que também existem coisas que a gente pode fazer por fora até a hora que os santos alinharem tudo para a oportunidade chegar, mas o principal é se esforçar e não se abater com as dificuldades.
Você sabe o tamanho do seu sonho, o tanto que você acha que vale a pena investir, correr atrás, esperar e batalhar, sabe? E é resistir mesmo! Porque, uma hora, nem que seja um trinco de uma janela vai abrir, e aí você entra com tudo.
MDT: Arrasou Ana, ficamos super inspiradas! A gente estava morrendo de vergonha de falar com você na NFL Experience! Obrigada, de verdade e muito sucesso pra ti nesta jornada esportiva. <3
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