Minas na Esportiva - Giulia Vanni

Criadora de conteúdo e cool girl do futebol internacional ✨⚽️

O blog do MDT está cada dia mais lindo, e claro que não poderia faltar mais uma edição do nosso quadro maravilhoso, que é quase uma coluna jornalística, mas com aquele toque cool que a gente ama ✨

O Minas na Esportiva é um espaço dedicado ao destaque de mulheres incríveis que fazem parte do mundo esportivo. Seja nos bastidores, nas quadras, nas arquibancadas ou nos microfones, elas mostram que lugar de mulher é onde a gente quiser... inclusive na esportiva, sim!

Vem com a gente descobrir as nossas favoritas e entender por que ter minas na esportiva importa (e muito!).

De Frente com MDT — edição Minas na Esportiva

Abrindo com chave de ouro a nossa série especial, nossa quarta convidada é Giulia Vanni (@giuliavvanni)! Jornalista em formação e criadora de conteúdo, Giulia está prestes a concluir sua graduação em Jornalismo pela ESPM, em São Paulo.

Natural de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, ela já deixou sua marca no universo do futebol, com apenas 22 anos, através de vídeos de sucesso em seu perfil e participações em lives, onde comenta e explora os bastidores do esporte.

Agora, Giulia se prepara para lançar um novo quadro no Podcast Denilson Show, mergulhando no closet do próprio jogador para desvendar sua coleção de camisas históricas.

No papo com o MDT, ela compartilhou sua paixão por futebol, o início de sua jornada na criação de conteúdo e suas experiências memoráveis em estádios internacionais, especialmente o do Liverpool, um de seus times favoritos! Confira abaixo!

MDT: Giu, minha primeira perguntinha é bem básica: Como começou a sua paixão pelo futebol?

GIU: Como eu comecei a gostar de futebol? Não sei! O meu pai sempre gostou muito, meu irmão também, então eu sempre tive muitas referências em casa e na escola. Meu pai me levou para estádio pela primeira vez com 5 anos. Então eu sempre estive cercada desse meio e, quando eu fui ficando mais velha, fui querendo saber mais sobre.

Quando eu vi, eu estava trabalhando com isso do nada! Foi até um pouco aleatório! Eu morava na Espanha, e tinha um Twitter que usava para falar de futebol porque lá eu não tinha com quem falar - e as minhas amigas também não gostavam. E acabei criando uma comunidade bem grande, e aí começaram a me chamar para participar de lives falando de futebol europeu e depois para comentar jogos. Eu fui me inserindo nesse meio, entrei no Análise Verdão em 2021 - já saí, mas eu trabalhava com o Palmeiras Feminino por lá - e enfim, comecei a conhecer mais e gostar mais dessa área do jornalismo!

MDT: A próxima pergunta é até um pouco sobre isso, eu queria saber por que você escolheu jornalismo e quando é que você soube que queria a área esportiva?

GIU: Eu entrei na faculdade fazendo administração. Eu tento não contribuir para o estereótipo de que ADM é o curso de quem não sabe o que fazer, mas claramente foi assim comigo! Eu já achava que queria jornalismo mas não tinha coragem de ir. Em 2021, entrei na faculdade e já comecei a trabalhar… Fazer live, participar de podcasts, comentar jogos no YouTube, essas coisas! Eu meio que já fui criando uma comunidade e um apoio, e aí eu me senti segura para mudar para o jornalismo. Eu acho que se eu não tivesse nada estabelecido, eu não teria tido coragem de ir. Mas não me arrependo nem um pouco. Eu sou apaixonada pelo curso! Eu entrei por causa do esportivo, mas gostei tanto do curso que até questionei se não queria trabalhar em outras áreas. Eu acho jornalismo um curso muito bonito!

Você é a única pessoa que conhece suas intenções. Você é a única pessoa que conhece seu coração. Você é a única pessoa que sabe o quanto você sabe sobre o assunto.

MDT: Você falou que começou a trabalhar num portal focado em esportes. Você ainda trabalha? Faz lives por lá? Conta um pouquinho mais sobre.

GIU: A página com a qual eu fazia lives sobre a Premier League parou de existir, se não me engano, e eu trabalhei no Análise Verdão. Não estou mais lá, mas gosto muito do projeto! Eles têm total meu apoio, inclusive eles fazem umas coisas em collab com o meu trabalho. Eu indiquei a página porque é realmente muito boa.

Hoje eu trabalho no 365 Scores, o aplicativo, e atuo na parte de redes sociais com vídeos para Instagram, TikTok e YouTube. A gente começou agora com umas produções mais longas, como mini documentários e uns quadros especiais mensais!

Além disso, eu também tinha um programa semanal com a Aline Fanelli no canal do Denilson Show, chamado Área Delas, que era um programa de entrevistas de 40 minutos a uma hora. Ele acontecia uma vez por semana, e falava de temas de fora do gramado, que é uma coisa que eu gosto bastante.

O que eu gosto no futebol é realmente as coisas que não acontecem no campo, mas sim tudo que envolve o ambiente do futebol. Então era um quadro que eu gostava bastante e agora eu vou voltar com outro quadro no canal.

O foco agora é explorar closet do Denilson e as camisas de time históricas que ele tem lá, desde de quando ele jogava. Estou muito ansiosa para lançar, acho que já sai daqui a umas semanas — ALERTA SPOILER em primeira mão para vocês! — O resultado final ficou bem legal!

GIU: Trabalhei também na Cazé TV! Fiz Paulistão e Paulistão Feminino, e foi bem legal comentar o jogo. Eles também me mandaram para jogo no interior, o que gosto bastante. Nessa de comentar jogo que eu fiz um curso do Barcelona de Análise Tática, porque eu falei: “Não vou passar vergonha na TV, vou saber do que estou falando”. Então eu fiz um curso do Barcelona para embasar as coisas, até porque não é só falar o que eu acho.

MDT: Que currículo Giu! Agora me conta: qual é seu time nacional favorito? E internacional? Eu vi que você já foi em alguns jogos e visitou alguns estádios. Quando você morou na Espanha, foi em algum jogo por lá?

GIU: Eu sou palmeirense e gosto muito de viajar. Foi nessa de querer entender mais sobre o futebol fora do gramado, e eu também gosto muito de ir para outros lugares, outros estádios, conhecer outras culturas também… Já viajei muito com o Palmeiras, como visitante, e acho muito legal. Sobre time de fora, eu sou uma pessoa que gosta de conhecer coisas novas. Então para eu criar simpatia para um time de fora é muito fácil, porque eu me interesso muito pela cultura deles. Eu gosto muito do Napoli, por exemplo, mas o meu time de fora em si é o Liverpool! Eu fui para lá esse ano pela primeira vez, então se eu tiver que escolher um, sempre vai ser o Liverpool. É um time pelo qual eu criei muito carinho.

Sobre morar fora: Em 2019 eu cheguei a ir em alguns jogos, mas lá eu acompanhava até mais o time porque os horários dos jogos do Palmeiras eram muito ruins. Por exemplo, a Libertadores acontecia três e meia da manhã. Era muito tarde e às vezes eu nem conseguia assistir, então eu acabava acompanhando muito mais o Liverpool e acabei me aproximando mais do clube por isso. Além disso, foi um ano depois que o Liverpool ganhou a Champions. Como eu morei em Valência, eu fui em jogos da equipe - isso em 2019 e 2020, antes de Vinícius Júnior! Eu gostei muito, acho o estádio do Valência maravilhoso, mas aconteceu tudo o que aconteceu, e eu tinha uma simpatia maior pelo clube que acabei deixando de lado. Mas vivi muitos momentos especiais. Meu primeiro jogo de Champions League foi um Valência e Chelsea, um 2x2 maravilhoso. Foi um jogão! Acho que gostei muito de tudo que eu conheci até então.

O acontecimento no qual Giulia se refere diz respeito ao caso de racismo contra Vinicius Jr., na partida entre Valência x Real Madrid, válida pela 35° rodada do Campeonato Espanhol, ocorrida em 21 de maio de 2023. Parte da torcida no estádio chamou o jogador brasileiro de “macaco”, e o jogo foi interrompido pela arbitragem.

Nota da editora

MDT: Seu estádio favorito de visitar foi o do Valência? Ou tem outros? 

GIU: Nossa, é uma pergunta difícil, mas eu vou te falar todos os meus favoritos. Eu gosto muito de São Januário, mas acho que top 2 experiências, considerando estádio e torcida, são o Grand Parque Central, do Nacional do Uruguai e Cilindro de Avellaneda, do Racing Club, que foi a melhor atmosfera que eu já vi em um jogo. Eles estavam perdendo de 2x0 e a torcida cantava que nem uns loucos! Para mim, foi uma experiência muito única. Acho que os dois estádios que eu mais gostei pela experiência mesmo, foram esses.

MDT: Você é dessas que viaja e acompanha o time? Faz caravana?

GIU: Caravana não, eu tenho medo. Mas eu gosto muito, e, quando eu viajo, eu não viajo só pro jogo. Eu gosto muito de conhecer lugares novos. Por exemplo, o Palmeiras foi jogar contra o Boca Juniors na Bombonera em 2023, e aí eu falei: “Pronto, vou passar uma semana na Argentina e conhecer um monte de estádio”, e foi isso que eu fiz. A mesma coisa no Uruguai. Eu fui para o jogo contra o Liverpool, no Centenário, e acabei ficando para esses jogos contra o Nacional e Fênix, pelo Campeonato Uruguaio. Eu realmente gosto muito de conhecer a cultura para onde eu estou indo. Eu entendo quem vai para o jogo e volta, faz um bate-volta, mas eu gosto de uma tripzinha. Gosto muito de entender como a cidade se movimenta em função do time. Por exemplo, eu fui em um Liverpool x Everton, e a cidade parou para falar disso. Eu estive em Liverpool por 3 dias, e nos 3 dias só se falava nisso, e na derrota do Manchester United, claro.

MDT: A última pergunta é clássica neste quadro: qual o principal conselho que você daria para as meninas que querem entrar no mercado esportivo?

GIU: Olha, eu acho que ainda é um mercado muito difícil para ser mulher. Apesar de muita gente ter ajudado muito a abrir portas, ainda é muito complicado. Como uma mulher no futebol, sempre haverá julgamentos, então uma coisa que eu diria, é:

Você é a única pessoa que conhece suas intenções. Você é a única pessoa que conhece seu coração. Você é a única pessoa que sabe o quanto você sabe sobre o assunto. Por mais que você queira deixar todas as coisas transparecerem, você nunca vai conseguir deixar 100%, e não é para se frustrar por causa disso, porque você sabe porque você tá ali. Você sabe os seus motivos, você sabe o que você quer, você sabe o quanto você merece, então o que eu diria é, realmente, para não deixar o julgamento dos outros entrarem na sua cabeça, e não levar as coisas para o coração, porque só você se conhece dessa forma.

MDT: Arrasou total! Ficou ótimo! Tô animada pro seu programa e muito obrigada por topar participar Giu!

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