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O que muda no calendário do futebol feminino a partir de 2026?
CBF anuncia alterações em todas as divisões do Brasileirão, reformulação da Copa do Brasil, reajuste nas premiações, além de novo auxílio para jogadoras lactantes. Saiba mais detalhes!
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Na última segunda-feira (24), a CBF divulgou o novo calendário do futebol feminino, trazendo mudanças importantes que vão valer para os próximos anos. A entidade tem como meta principal fortalecer as competições, padronizando formatos, aumentando o número de jogos, clubes e também o valor das premiações.
Mudanças estruturais no calendário feminino
A Série A1 do Brasileirão vai manter o mesmo formato, porém, a partir do ano que vem, 18 clubes vão disputar o campeonato e o número total de partidas sobe de 134 para 167. Já a Série A2, que até então dividia os 16 times em dois grupos na primeira fase, vai passar a ter um grupo único com turno único, assim como na Série A1.
Além disso, a quantidade de jogos vai aumentar de 70 para 134, com aumento de datas também. A Série A3, por sua vez, vai adotar turno e returno na primeira fase, passando de 78 jogos para 126, com acréscimo de datas.
Da mesma forma, as categorias de base Sub-20 e Sub-17 vão ter aumento de jogos e datas e as finais vão passar a ter jogos de ida e volta.

Foto: reprodução/CBFTV
Já a Copa do Brasil, que retornou em 2025 após um hiato de 8 anos, vai sofrer mudanças significativas. A partir de 2026, 66 clubes vão disputar a competição, não mais 64, e o número total de jogos vai aumentar de 64 para 72.
Em relação a alterações no formato, as quartas, semifinais e a final serão disputadas em partidas de ida e volta, mantendo o escalonamento das entradas das equipes, de acordo com a divisão (A3 entra na 1ª fase, A2 na 2ª e A1 na 3ª).
Outra novidade é que a Supercopa vai ser disputada em jogo único, seguindo o modelo masculino, que reúne apenas o campeão do Brasileirão e o campeão da Copa do Brasil.
Na edição de 2026, Corinthians (campeão do Brasileirão 2025) e Palmeiras (campeão da Copa do Brasil 2025) vão se enfrentar no jogo previsto para o dia 8 de fevereiro.
Reajustes nas premiações
Na Série A1, o campeão, que na última edição recebeu 1,8 milhões de reais, vai passar a receber 2 milhões e o vice-campeão, 1 milhão.
As Séries A2 e A3 vão ter reajustes significativos nas cotas e os prêmios dos campeões vão ter aumento de 150 mil para 360 mil e de 36 mil para 120 mil, respectivamente. As competições Sub-20 e Sub-17, por sua vez, terão reajuste de 10 por cento.
Já a Copa do Brasil vai elevar valores por fase e o prêmio final vai ser de 1 milhão ao campeão e 500 mil ao vice. Por fim, a Supercopa, que premiou o último campeão com 700 mil, vai premiar em 2026 com 1 milhão, assim como a Copa do Brasil, e o vice com 600 mil.

Foto: reprodução/CBFTV
Outras novidades para o futebol feminino
A CBF divulgou um auxílio inédito para jogadoras que estejam amamentando durante o período das competições. De acordo com a entidade, as atletas terão o direito de levar os seus filhos para viajar junto com elas em datas de jogos e a própria CBF vai financiar todos os custos.
Em relação às transmissões, a CBF declarou que vai cobrir na íntegra todos os jogos da Série A1 do Brasileirão, Copa do Brasil, Sub-20 e Sub-17, visando dar mais visibilidade às competições femininas. Contudo, as Séries A2 e A3 somente serão transmitidas a partir das quartas de final.
Por fim, é importante mencionar também que a CBF determinou que, a partir de 2027, todos os times da Série A1 do Brasileirão serão obrigados a formalizar vínculo profissional com todas as jogadoras. As taxas de registro de vínculo de atletas não profissionais serão isentas em todas as competições femininas.

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