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Seleção brasileira feminina triunfa na Europa e encerra data FIFA com 100% de aproveitamento
A equipe comandada por Arthur Elias vence a Itália por 1x0, com gol de Luany e assistência de Dudinha
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Na tarde da última terça (28), a seleção brasileira feminina venceu o amistoso contra a seleção italiana, disputado no estádio Ennio Tardini, em Parma. Aos 22 minutos do segundo tempo, Luany recebeu uma bola cruzada de Dudinha e marcou o gol da vitória.
Nessa data FIFA de outubro, o Brasil enfrentou duas partidas amistosas preparatórias para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil. Além das italianas, as brasileiras derrotaram as inglesas em Manchester, no último sábado (25), com um placar de 2x1.
Desde que o técnico Arthur Elias assumiu a seleção feminina, as canarinhas evoluíram taticamente, ganharam mais confiança e tiveram conquistas importantes, como o título da Copa América Feminina 2025 e a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
É importante ressaltar que a última medalha de prata do Brasil foi conquistada durante as Olimpíadas de 2008. Além disso, com a vitória sobre a Inglaterra, a seleção chegou à Itália com uma sequência de sete jogos sem perder: cinco vitórias e dois empates. Já a Itália foi semifinalista da Eurocopa 2025 e, nos últimos seis jogos, venceu dois, empatou dois e perdeu três.
Primeiro tempo
O primeiro tempo da partida foi marcado pela falta de ritmo e concentração da seleção amarelinha. Alguns erros de passes das jogadoras brasileiras resultaram na perda da posse de bola e na possibilidade de contra-ataques das italianas.
O fator principal foi a dificuldade de construção de jogadas pelo meio-campo e, com isso, o Brasil ficou dependendo de jogadas individuais de Tainá Maranhão e de Luany, atacantes habilidosas e velozes que conseguiram criar mais chances.
A primeira finalização da seleção brasileira aconteceu aos 13 minutos, quando a lateral-esquerda Yasmim fez uma boa cobrança de falta, chutando no canto superior direito do gol, mas a goleira italiana Francesca Durante espalmou.
Já a maior chance das azzurras foi aos 31 minutos, em um lance que começou com a cobrança de escanteio da meia Martina Tomaselli.
A bola aérea foi defendida pela zagueira Isa Haas, mas ainda ficou circulando dentro da área, até que a atacante Sofia Cantore, que estava um pouco mais recuada e isolada, conseguiu finalizar.
Porém, Lorena, a goleira muito experiente da seleção brasileira, fez uma boa defesa. Até os 38 minutos do primeiro tempo, foram sete finalizações do Brasil contra apenas duas da Itália.

Foto: Lívia Villas Boas/ CBF
Segundo tempo
O segundo tempo começou com uma imposição física e um ímpeto ofensivo maiores das canarinhas. Apesar disso, aos 6 minutos, um lance preocupou a comissão técnica: Lais Estevam, em uma disputa de bola com Tomaselli, sentiu o joelho direito. Ela precisou de atendimento e precisou sair de campo.
Em maio deste ano, a jogadora rompeu o ligamento cruzado no mesmo joelho, lesão que a deixou fora da Copa América. Logo após esse lance, Duda Sampaio entrou para substituí-la, enquanto Bia Zaneratto entrou no lugar de Amanda Gutierres, que não fez uma boa partida.
Arthur Elias deu sequência a outras substituições, que reacenderam a dinâmica do jogo: Dudinha entrou no lugar de Jennifer, Ludmila no de Tainá e Isabela no de Bruninha. Com isso, aos 22 minutos, finalmente saiu o gol da vitória. O lance começou com a roubada de bola da Ary Borges, que fez o passe para Luany.
A atacante acelerou, passou para Zaneratto, que mandou para Dudinha. A meia, que tinha acabado de entrar, correu para alcançar a bola e conseguiu cruzar no limite da linha de fundo. Por fim, Luany, que já tinha se reposicionado, bateu e marcou um golaço.
A última aposta da Itália foi colocar a camisa 10 da equipe em campo: Cristiana Girelli, uma atacante que entende de bolas aéreas ofensivas. As italianas conseguiram colocar uma pressão maior na segunda metade do último tempo, mas as brasileiras prevaleceram.
Aos 39 minutos, uma jogada promissora foi iniciada a partir de um tiro de meta. Dudinha recebeu e fez o passe para Ludmila, que dominou e bateu de canhota. A goleira italiana espalmou e, no rebote, Ludmila driblou a defesa e finalizou mais uma vez, batendo de direita, mas, novamente, Durante defendeu.
No último lance do jogo, aos 6 minutos do acréscimo, Girelli fez uma boa cobrança de falta, chutando direto para o gol, mas Lorena conseguiu defender. Em seguida, a árbitra apitou o fim da partida.

Foto: Lívia Villas Boas/ CBF
Os jogos contra a Inglaterra e a Itália, os primeiros disputados pela seleção feminina depois da Copa América, foram um bom termômetro para avaliar o nível do Brasil em relação às seleções europeias da primeira prateleira.
As amarelinhas se provaram superiores, mostraram ter um ótimo repertório ofensivo, fome de vitória, entrega total e, com isso, as expectativas para a Copa de 2027 só aumentam.
Será que esse elenco vai fazer história e conquistar o primeiro título de Copa do Mundo Feminina para o Brasil em solo brasileiro?

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