• Manual das Torcedoras
  • Posts
  • Australian Leg: o que você precisa saber sobre as três etapas do campeonato da WSL

Australian Leg: o que você precisa saber sobre as três etapas do campeonato da WSL

Entenda o novo chaveamento da temporada regular que pode eliminar atletas logo na primeira rodada e confira detalhes da etapa de Bells Beach.

A World Surf League Championship Tour (WSL CT) voltou com novidades, após oito meses de espera. Os atletas iniciam a competição em Bells Beach, na Austrália, que se soma a Margaret River e Snapper Rocks, formando a chamada “Australian Leg”. 

Essas três etapas fazem parte da temporada regular, composta por nove fases. Com o novo modelo de disputa introduzido neste ano, que extinguiu a rodada de repescagem, esse trio torna-se essencial para o somatório de pontos corridos de quem pretende se manter na primeira divisão da modalidade.

Foto: Acervo Pessoal

Em 2026, a Australian Leg serve como a base fundamental para o ranking a ser formado durante o campeonato mundial. Na prática, o atleta enfrenta o risco de eliminação imediata da etapa, logo na primeira bateria. 

Se o surfista perder no primeiro round de Bells Beach, ele vai para a 33ª posição e só retorna à competição em Margaret River. Ou seja, ganha a pontuação mínima da etapa. Como o campeonato agora funciona por meio de um ranking de pontos corridos, bons resultados nesse período da Australian Leg ajudam a manter a regularidade dos surfistas. 

Isso será decisivo para eleger os 22 melhores atletas masculinos e as 14 atletas femininas que irão disputar a pós-temporada (Surf Abu Dhabi e Peniche). Os surfistas melhores ranqueados ao final das três etapas ganham um GWM Tank 300, um carro SUV híbrido. Por isso, as fases recebem o nome “GWM Aussie Treble”.

Como fica o chaveamento na Australian Leg? 

Esse modelo de chaveamento serve para toda a temporada regular, que vai até a nona etapa (Lower Trestles), quando há uma redução de 36 para 24 homens e de 24 para 16 mulheres competindo. 

Do total masculino, há dois convidados de temporada (Gabriel Medina e Ramzi Boukhiam) e dois convidados do evento – denominados wildcards. No feminino há duas wildcards de temporada (Carissa Moore e Stephane Gilmore), mais uma escolhida por evento.

Foto: Formato da temporada regular masculina - WSL

No início do campeonato, a WSL determina um ranking inicial (seeding) a partir de alguns critérios, como resultados de 2025 e outros que podemos explicar posteriormente. Em Bells Beach, o Round 1 masculino começou com uma disputa homem a homem entre os seis últimos colocados deste ranking (29º a 34º lugar) mais os dois wildcards do evento. 

Há uma regra interessante introduzida neste ano: enquanto os atletas nas posições de 29 a 32 têm locais pré-fixados nas baterias desse primeiro round, os seeds 33 a 36 são sorteados em cada evento.

Os perdedores das quatro baterias do primeiro round vão direto para a 33ª posição e não podem continuar a etapa. Os vencedores vão ao segundo round para enfrentar os quatro melhores surfistas da temporada de 2025. 

Então, o Round 2 é composto pelos seeds de 1 a 28 do ranking, mais os quatro do Round 1, o que forma 16 baterias. A partir daí, o Round 3 é composto de oito baterias, seguindo para as quartas de final, semifinal e final. 

O ranking é dinâmico e muda a cada etapa. Em Margaret River a mesma lógica se repete, mas o que fica definido em Bells Beach norteia o chaveamento. Então, o Round 1 começa com os seis surfistas de menor desempenho na primeira fase mais dois wildcards locais, enquanto os quatro melhores pulam direto para o Round 2. 

Isso também acontece em Snapper Rocks, que fundamenta as duplas da primeira e segunda rodada nas posições estabelecidas ao final da etapa anterior. O formato continua até a nona parte da temporada.

Na competição feminina há algumas diferenças. O Round 1 consiste em oito baterias mulher a mulher com as 15 surfistas das últimas posições do ranking (de 9ª a 23ª posição), mais uma wildcard do evento. Quem perde vai para a 17ª posição e também só volta a competir em Margaret River.

As oito melhores surfistas do ranking estreiam direto no Round 2 enfrentando as vencedoras da primeira rodada. Depois vêm as quartas, semifinal e final.

Foto: Formato da temporada regular feminina - WSL

Resultados de Bells Beach 

Veja como ficaram as baterias de Bells Beach

Round 1 - Masculino

Round 2 - Masculino

Round 3 - Masculino

Quartas de final - Masculino

Semifinal - Masculina

Round 1 - Feminino

Round 2 - Feminino

Quartas de final - Feminino

Semifinal - Feminino

E a grande final masculina de Bells Beach deu Brazilian StormMiguel Pupo e Yago Dora se enfrentaram na primeira final 100% brasileira da etapa, consolidando um momento histórico para o surf nacional.

O duelo terminou com 15.60 na somatória para Pupo contra 13.90 de Dora, que ainda tentou reagir nos últimos segundos, mas somou apenas 5.37 na tentativa. Miguel Pupo, aos 34 anos, se tornou o quarto brasileiro a comemorar no tradicional palco australiano no masculino.

Miguel Pupo celebra o título do Rip Curl Pro Bells Beach - Foto: Cait Miers/World Surf League

No feminino, o Brasil se despediu da competição com a honrosa participação de Luana Silva, que chegou até as quartas de final, onde acabou superada pela campeã do evento, a havaiana Gabriela Bryan

Na decisão pelo título da etapa, Gabriela superou a australiana Molly Picklum e levantou o cobiçado troféu em águas australianas.

Agora, a “Tempestade Brasileira” volta suas atenções para a próxima etapa do CT, em Margaret River, na madrugada do dia 15 de abril, com transmissão ao vivo oficial no Youtube da WSL e pelo Sportv e Ge. Não percam, torcedoras! 🌊🌊

Curtiu o conteúdo? Não esqueçam de seguir o MDT nas redes, compartilhar com as amigas e se manter atualizada das discussões e novidades no mundo dos esportes.

XOXO, MDT 💖

Leia mais

Reply

or to participate.